domingo, 23 de novembro de 2008


Porto Velho vive um momento de obras paralisadas

O município de Porto Velho esta com as obras de responsabilidade da prefeitura quase no seu total paralisadas. Segundo informações das empresas as obras estão paradas por falta de projetos adequados. As empresas alegam ainda que os prejuízos são enormes que a deixam sem condições de continuar os trabalhos.

A Estrada de Ferro Madeira Mamoré, um dos principais cartões postais de Porto Velho e o motivo da origem da cidade vive um dos seus piores momentos, em total abandono. Com as obras de ampliação e restauração do patrimônio histórico parado, os turistas e moradores da capital ficam sem a menor condição de desfrutar do patrimônio cultura da cidade.

Cabe agora as administrações municipal, estadual e federal analisar e se realmente estamos preparados para receber mais de quarenta mil pessoal em nossa capital. Falta planejamento e organização dos nossos governantes para administrar nos futuro mas não deixando o que temos de mais valioso que nossa história.

Se não bastasse o abandono a história, temos que nos defrontar com praças, ruas avenidas em total abandono da prefeitura municipal. É comum se deparar com valas e asfaltos esburacados ocasionalmente feitos por empreiteiras não pagas que abandonaram as obras pela metade, enquanto a decoração de natal do na BR 319 esta a todo vapor.




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sábado, 15 de novembro de 2008


Governo de Rondônia divulga informação mentirosa sobre falsa decisão do TSE suspendendo eleições

Mesmo diante da mentira grosseira, o governador Ivo Cassol aproveitou a farsa para atacar o Judiciário rondoniense, numa clara tentativa de desmoralizar os membros da Corte Eleitoral
Bateu o desespero no Palácio Getúlio Vargas e a camarilha aloprada que cerca o governador cassado Ivo Cassol (sem partido) decidiu partir para o tudo ou nada na área da Comunicação Social, recorrendo, inclusive, à mentira e à falsificação grosseira. O site do Governo de Rondônia publicou, nesta sexta-feira, a informação de que o Tribunal Superior Eleitoral havia determinado ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia a suspensão dos preparativos para a nova eleição em Rondônia, marcada para o dia 14 de dezembro. A notícia divulgada pelo Governo de Rondônia, utilizando indevidamente o nome da mais alta Corte Eleitoral do País, é falsa, um embuste, um engodo, uma trapaça. Consequentemente, as eleições estão mantidas.
O texto sabidamente falso foi divulgado pelo Departamento de Comunicação do Governo na manhã desta sexta-feira, no site oficial do Estado, mas somente às 22 horas o Decom enviou um comunicado se auto-desmentindo. Descoberta a farsa, o Governo tratou de tirar a "notícia" do ar e enviou um comunicado às redações dos veículos de comunicação se desculpando pela tramóia mas, ao mesmo tempo, não esquecendo de tentar isentar o governador Ivo Cassol de participação na armação. "O Governo do Estado, através do Decom, e o governador Ivo Cassol, prezam pela veracidade da informação, e lamentam que este equívoco tenha levado outros veículos de comunicação a divulgarem igualmente matéria incorreta, e informa que já foram tomadas as providências cabíveis para que tal engano não se repita", diz um trecho da Nota de Esclarecimento divulgada à noite pelo Palácio para tentar minimizar a gravidade dos fatos.
O mais surpreendente é que o governador Ivo Cassol usou uma informação mentirosa para atacar o Judiciário rondoniense. “Segundo o Chefe do Executivo estadual, o mau uso da lei por parte do Judiciário leva intranqüilidade à população, especialmente investidores, que temem a volta do clima de instabilidade que tanto prejudicou o estado há menos de três anos. Fui julgado politicamente e me condenaram, agora estou buscando meus direitos em instâncias superiores, que estão reconhecendo e fazendo Justiça, disse Cassol”, de acordo com a notícia falsa veiculada no site do Governo do Estado.
Mas a mentira não parou aí. Ainda de acordo com a “notícia” veiculada no site oficial, “ao comentar a decisão, o governador Ivo Cassol lembrou que esta não é a primeira vez que uma decisão política do TRE de Rondônia acaba sendo derrubada em Brasília (sic)”.
Não se sabe se a ordem para divulgar a mentira partiu diretamente de Cassol, que perdeu o mandato porque, além de estar implicado em compra de votos que o beneficiaram nas eleições de 2006, também é acusado de participação num esquema criminoso para silenciar as testemunhas, utilizando inclusive a Polícia Civil de Rondônia para coagir os vigilantes que denunciaram a compra de votos.
Gravações feitas pela Polícia Federal mostram, no entanto, que esta não é a primeira vez que o governador usa o aparato do Estado para tentar tumultuar o processo que apurou a compra de votos. O próprio Decom já foi utilizado anteriormente por Cassol para plantar notícias falsas na imprensa chapa branca (mantida com dinheiro público) contra as testemunhas da compra de votos, tentando desqualificá-las. Um repórter do Decom conversou com o delegado Hélio Teixeira, da Polícia Civil de Rondônia, que conduziu o inquérito paralelo sobre a compra de votos instaurado a mando do governador. O telefonema foi gravado pela PF, que concluiu estar o governador utilizando o órgão de comunicação oficial para divulgar informações distorcidas sobre o caso, com o claro intuíto de prejudicar as investigações em curso na Polícia Federal contra o chefe do Poder Executivo Estadual e o senador Expedito Júnior, além de Val Ferreira, José Antônio e outras pessoas envolvidas na compra de votos e coação à testemunhas.
Dessa vez, a “matéria jornalística” mentirosa divulgada pelo Governo de Rondônia desce a minúcias de detalhes sobre a suposta decisão do TSE que nunca existiu. Tudo não passou, na verdade, de mais uma tentativa governamental de desqualificar , desacreditar e desmoralizar a Corte Eleitoral rondoniense, jogando a opinião pública contra os magistrados, para colocá-los na posição de vilões, e o governador, na de vítima de uma trama política supostamente urdida no Judiciário.
O TRE cassou o mandato do governador Ivo Cassol porque ficou provado que este foi beneficiado com a compra de cerca de mil votos dos empregados da firma Rocha Vigilância, de propriedade do senador Expedito Júnior, outro que foi cassado pela terceira vez pelo mesmo motivo. Além da compra de votos, Cassol se envolveu, de acordo com a denúncia do Ministério Público Eleitoral, num esquema criminoso para tentar silenciar as testemunhas - seja por meio de oferecimento de vantagens, com propostas de suborno de até R$ 3 milhões ou emprego na PM e no Detran; seja por meio de ameaças e até de disparos de arma de fogo durante a madrugada na casa de parentes dos vigilantes que testemunharam no inquérito. Correndo risco de vida e pressionadas pela Polícia Civil de Rondônia para voltarem atrás em seus depoimentos contra Cassol e Expedito, as testemunhas foram incluídas num programa de proteção e retiradas do Estado sob forte escolta da Polícia Federal.
Política em Três Tempos - Por Paulo Queiroz

No Brasil os efeitos mais perversos da crise escorraçaram só os jornalistas econômicos

1CRISE E JORNALISMO Conquanto ainda não seja possível indicar quem mais perdeu ou deixou de perder dinheiro com a crise que assola o planeta – se foi tal ou qual país, aquele ou este setor, corporação, grupo etc. e tal... Melhor dizendo: em que pese ainda não ser possível estimar a extensão da crise – se ela só vai castigar com mais intensidade as maiores economias do ocidente (EUA e Europa), se chega com a mesma força aos países emergentes e, nos dois casos, se atinge o povão para valer etc. e tal... Mais precisamente: em que importe ainda não se possuir dados que permitam projetar a duração da crise – se perambulará por aí por meses, anos ou décadas, se o pior já passou ou o que se viu até agora é pinto diante do que está por vir etc. e tal...Enfim... Caso fosse possível não se ocupar de outra coisa, poderia o leitor passar as 24 horas do dia, os dias todos da semana, as semanas todas dos meses - e por aí prosseguir - pendurado no noticiário econômico, lendo jornais, vendo TV, ouvindo rádio e o escambau que, ainda assim, estaria absolutamente incapacitado para esclarecer qualquer uma das questões do parágrafo anterior. De onde se pode tirar pelo menos uma conclusão: quem mais saiu perdendo até agora com a malfadada crise foi justamente quem mais estaria obrigado a dela saber – os jornalistas econômicos. Não impunemente, em que pese a maioria das pessoas não tomar conhecimento dos apertos e constrangimentos (na maioria dos casos, merecidos) pelos quais esses profissionais estão passando, é necessário que se diga. Pudera! Durante anos eles estiveram aí martelando os ouvidos da platéia à exaustão com a cantilena de que a presença do Estado deve ocorrer somente nas atividades não-produtivas ou naquelas em que não haja interesse do setor privado. Desnecessário destacar o papel fundamental da imprensa no processo de convencimento da população sobre as supostas vantagens da supremacia do mercado, justificando as privatizações - que por aqui resultou em privataria - e tudo mais.
2 – MUDANÇA DE HÁBITO E eis que, agora, somos informados pela mídia que os governos dos países afetados pela crise estão injetando trilhões de dólares na compra de papéis podres na tentativa de salvar cada um desses países da enorme crise que assola o mercado financeiro. Ora, a pergunta que não quer calar é: como é possível, na lógica do que o jornalismo econômico andou informando até agora, utilizar recursos públicos – para salvar empresas privadas. Por onde andarão os jornalistas econômicos que cinicamente passam ao largo dessas abordagens? Em que pese a desfaçatez da cambada, percebe-se que o capitalismo financista globalizado não resiste sem tomar conta do Estado ou sem a utilização de recursos públicos para interesses particulares. Melhor dizendo: não resiste sem tirar a máscara, porque as melhores cabeças já sabiam-no dono absoluto do galinheiro desde que se apresentou como sistema de produção e distribuição de riquezas. Produção operada pelos trabalhadores e distribuição de riquezas entre os financistas, é bom não perder de vista. Implica dizer que os interesses dos especuladores, dos apostadores do cassino em que se constitui a atividade especulativa financeira (como gosta de papagaiar o presidente Lula da Silva/PT assumindo ares de senhor de si, mas sem entender uma palavra do que repete) se confundem com o próprio Estado. E que as teses neoliberais gostosamente abraçadas pelo governo petista são boas para inglês (ou seria norte-americano? Ou dá no mesmo?) ver. Ou melhor, para latino-americano e o resto da periferia ver. E, no entanto... “Eram tão seguros de si, os pobres-diabos, com sua assertiva sabedoria de pitonisas. Sabiam tudo da conjuntura e do futuro. Falavam em acerto fiscal e criticavam os gastos públicos. Diziam coisas como: o Brasil tem de fazer a lição de casa. A globalização é irreversível. Não podemos ficar de costas para o mundo. Lula não terá da comunidade financeira internacional o benefício da dúvida. O Estado é a opressão. Liberdade para o mercado.”
3 – FÉRIAS COLETIVAS O que se acabou de ouvir, no parágrafo aí aspado, foi o desabafo do jornalista Nirlando Beirão, na abertura do texto “Os Jograis de Walt Street”, publicado numa das edições de outubro da revista “Carta Capital”, em que comovidamente sugere férias coletivas para a turma do jornalismo econômico diante dos contundentes desdobramentos da crise a lhes quebrar impiedosamente a cara. Aqui já é o professor e sociólogo Gilson Caroni Filho, em artigo publicado pelo “Observatório de Imprensa” por estes dias. “A jornalista Miriam Leitão (que), como tantos outros, é uma repetidora contumaz do que lhe sopram consultores de bancos..., não consegue esconder o desconforto com a repentina nudez imposta pelo desmoronamento das falsas crenças que, junto, levaram o suposto conhecimento de causa. Resta o consolo de não estar sozinha...” Que prossegue: “Tudo (na fé da supremacia do mercado) era tão cristalino que só a má-fé ideológica poderia contestar. Esse não era o discurso único de consultores e jornalistas? Gente acostumada com números, índices e crenças inabaláveis? Pessoas que não costumavam errar, ‘profissionais do mercado’, figuras centrais de um mundo pós-keynesiano em que os agentes alocavam, com perfeição, almas e recursos. Quebrado o encanto, vislumbraram o horror econômico, um pânico nunca imaginado no paraíso (neoliberal)..”. Impossível, no entanto, resistir a Beirão como fechamento da coluna: “Longe deste colunista querer caçar o ofício dos coleguinhas espertalhões. A gente sabe que a teleturma da economia tem de manter alto padrão de vida. Mas, com tudo isso que está acontecendo por aí, não seria o caso de oferecer a eles o piedoso refresco de umas férias remuneradas? Estão perplexos, os coitados. De todo modo, não se emendam. Fazem-se de sérios e isentos. Enquanto o capitalismo pega fogo, encenam a hilariante seriedade de seu picadeiro. Besteiras são moeda de livre curso. Não seria o caso de processar por charlatanismo, com base na Lei do Consumidor?” Pois!